segunda-feira, 4 de abril de 2011

Se as palavras se esgotam, se o amor se vai, se as esperanças morrem, se o desejo acaba, se o olhar pára de brilhar, se as lágrimas brotam, se tudo parece estar indo embora, o que se pode fazer além de respirar fundo e esperar que a dor dessas perdas sejam rápidas e o sofrimento menor? Eu sei que a força nesse momento tem que ser grande, mas e se ela foi a primeira a partir? Sei que tenho amigos e pessoas que me amam, mas eles não podem me ajudar se essa guerra é internamente secreta, escondida por um sorriso, que faz com que os que estão à minha volta pensem que eu sou uma pessoa totalmente segura. Esse sorrir agoniante, que faz com que pensem que levo tudo pro lado do sarcasmo e ironia por brincadeira, que faz com que pensem que eu sou uma menina perfeitamente normal à espera de um principe encantado da Disney. Ou faz com que achem que sou uma idiota qualquer que ainda acredita no amor, e na força que ele tem de unir as pessoas, enquanto o que eu penso é exatamente o contrário.

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